
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostrou que o Sistema Único de Saúde perdeu 26% dos leitos dos hospitais privados. De acordo o levantamento “os hospitais privados estão reservando aos clientes dos planos de saúde os leitos que antes eram destinados aos doentes do Sistema Único de Saúde. Entre 2000 e 2009, apesar do crescimento da população, a quantidade de leitos do SUS -em hospitais públicos e em hospitais privados conveniados ao governo- caiu 26%, segundo o Ministério da Saúde” (Folha de São Paulo, 23/10/2009).
Entre os anos de 1995 e 2007 a participação do SUS em hospitais privados reduziu de 68,8% para 55,5%. A queda no número de leitos do SUS e, conseqüentemente, a piora no atendimento da saúde pública é reflexo da política criminosa dos governos burgueses que ao invés de investir na saúde, construindo novos hospitais e mais leitos, optou por entregar para os tubarões da saúde o dinheiro da população, pagando ao sistema privado os valores das internações, dinheiro esse que poderia ser investido no próprio SUS. Essa política é tão criminosa que mesmo não investindo na saúde, os governos não obrigaram sequer os hospitais de rede particular reservar leitos para o SUS, deixando a população completamente desamparada.
O interessante disso tudo é que hospitais como o Real hospital português e outras fundações são declarados como filantrópicos, mesmo tendo somente uma pequena porcentagem dos leitos destinados ao Sistema único de Saúde.
Em conversa franca com um ex-secretário de Saúde do município de Campina Grande, este me relatou a pressão das já conhecidíssimas “forças ocultas”, nem tão ocultas assim como frisou certa feita o ex-vereador Robson Dutra que identificou certos predicados que ao seu ver cabem a algumas peças desse jogo; o esquema muito bem representado força a centralização no atendimento da saúde publica nos hospitais, em demérito dos PSFs e das necessárias clínicas públicas de atendimento descentralizado nos bairros, clínicas que nunca foram construídas e nem serão se depender da política de saúde desenvolvida em nosso país. A idéia é simples, os movimentos sociais defendem e cobram um sistema de saúde descentralizado, que ao invés de remediar doenças , as evite, é a chamada profilaxia, para isso as pessoas precisam se envolver nessa construção, os sindicatos não discutem o maior plano de saúde nacional, o SUS, os conselhos de saúde não são transparentes e as pessoas nem sabem que estes conselhos existem. Uma boa sugestão é discutir o SUS em todos os espaços, os conselhos escolares podem participar elencando suas demandas neste quesito, com isso poderíamos ter dados precisos sobre as políticas de saúde a serem desenvolvidas em áreas específicas, dotando de democracia radical a participação dos usuários do sistema, geralmente a parcela mais carente de nossa população... Vamos pensar nisso...
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