terça-feira, 21 de agosto de 2012
sábado, 24 de abril de 2010
Bicicleta é meio de transporte sim!
NA PARAÍBA O SISTEMA CICLOVIÁRIO INTEGRADO AO SISTEMA ESTADUAL DE TRANSPORTE SÓ EXISTE NO PAPEL!
Para efeito da lei, considera-se ciclovia a pista destinada à circulação exclusiva de bicicletas, separada fisicamente do tráfego comum. Ciclofaixa é a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de bicicletas, delimitada por sinalização específica. De acordo com a lei, fica estabelecida como faixa compartilhada a ciclovia ou ciclofaixa onde o espaço destinado ao trânsito de bicicletas é compartilhado por pedestres ou veículos automotores. Já bicicletário é o local na via pública ou fora dela destinado ao estacionamento de bicicletas.
A Paraíba terá um Sistema Cicloviário. A lei que dispõe sobre a regulamentação, gestão e planejamento do sistema, bem como a utilização de bicicletas no estado, foi sancionada pelo governador Cássio Cunha Lima e publicada na edição do Diário Oficial. O sistema cicloviário será integrado ao sistema estadual de transporte, preservando o uso de bicicleta nos logradouros públicos.
Para efeito da lei, considera-se ciclovia a pista destinada à circulação exclusiva de bicicletas, separada fisicamente do tráfego comum. Ciclofaixa é a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de bicicletas, delimitada por sinalização específica. De acordo com a lei, fica estabelecida como faixa compartilhada a ciclovia ou ciclofaixa onde o espaço destinado ao trânsito de bicicletas é compartilhado por pedestres ou veículos automotores. Já bicicletário é o local na via pública ou fora dela destinado ao estacionamento de bicicletas.
Estão entre os objetivos da lei oferecer a opção da bicicleta como veículo de transporte, em condições de segurança, e atendimento da demanda de deslocamento no espaço urbano, mediante planejamento e gestão integrada aos outros componentes do sistema estadual de transportes; reduzir a poluição atmosférica e sonora e o congestionamento das vias públicas por veículos automotores; incentivar o uso da bicicleta como veículo de transporte alternativo e promover o lazer ciclístico e a ampliação da malha cicloviária no Estado da Paraíba.
Para a construção ou manutenção de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários, bem como para a sinalização do sistema cicloviário, o Governo do Estado poderá firmar parcerias com organizações não governamentais ou empresas privadas.
De acordo com a lei, será obrigatória a inclusão das ciclovias, ciclofaixas ou faixas compartilhadas, bicicletários e sinalização em todos os projetos e obras viárias desenvolvidas no Estado da Paraíba, excetuando-se os casos em que for comprovada a sua inadequação como prestadora desses serviços.
Na cidade de Campina Grande o sistema cicloviário também já é lei, porém se encontra no mar eterno da burocracia... Vamos pressionar pessoal .. Democracia Popular!
Para efeito da lei, considera-se ciclovia a pista destinada à circulação exclusiva de bicicletas, separada fisicamente do tráfego comum. Ciclofaixa é a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de bicicletas, delimitada por sinalização específica. De acordo com a lei, fica estabelecida como faixa compartilhada a ciclovia ou ciclofaixa onde o espaço destinado ao trânsito de bicicletas é compartilhado por pedestres ou veículos automotores. Já bicicletário é o local na via pública ou fora dela destinado ao estacionamento de bicicletas.
A Paraíba terá um Sistema Cicloviário. A lei que dispõe sobre a regulamentação, gestão e planejamento do sistema, bem como a utilização de bicicletas no estado, foi sancionada pelo governador Cássio Cunha Lima e publicada na edição do Diário Oficial. O sistema cicloviário será integrado ao sistema estadual de transporte, preservando o uso de bicicleta nos logradouros públicos.
Para efeito da lei, considera-se ciclovia a pista destinada à circulação exclusiva de bicicletas, separada fisicamente do tráfego comum. Ciclofaixa é a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de bicicletas, delimitada por sinalização específica. De acordo com a lei, fica estabelecida como faixa compartilhada a ciclovia ou ciclofaixa onde o espaço destinado ao trânsito de bicicletas é compartilhado por pedestres ou veículos automotores. Já bicicletário é o local na via pública ou fora dela destinado ao estacionamento de bicicletas.
Estão entre os objetivos da lei oferecer a opção da bicicleta como veículo de transporte, em condições de segurança, e atendimento da demanda de deslocamento no espaço urbano, mediante planejamento e gestão integrada aos outros componentes do sistema estadual de transportes; reduzir a poluição atmosférica e sonora e o congestionamento das vias públicas por veículos automotores; incentivar o uso da bicicleta como veículo de transporte alternativo e promover o lazer ciclístico e a ampliação da malha cicloviária no Estado da Paraíba.
Para a construção ou manutenção de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários, bem como para a sinalização do sistema cicloviário, o Governo do Estado poderá firmar parcerias com organizações não governamentais ou empresas privadas.
De acordo com a lei, será obrigatória a inclusão das ciclovias, ciclofaixas ou faixas compartilhadas, bicicletários e sinalização em todos os projetos e obras viárias desenvolvidas no Estado da Paraíba, excetuando-se os casos em que for comprovada a sua inadequação como prestadora desses serviços.
Na cidade de Campina Grande o sistema cicloviário também já é lei, porém se encontra no mar eterno da burocracia... Vamos pressionar pessoal .. Democracia Popular!
Por que não discutir abertamente?

Portugal: sucesso na política de redução de danos
Fonte: Instituto de Drogas e Toxicodependencia - Portugal
Em 1999, numa atitude pioneira, Portugal aprovou uma lei que descriminalizava o consumo de drogas. Hoje, o país colhe os frutos de uma mudança que João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), encara como sendo parte da resolução do problema, importante para a harmonia da lei com as práticas e as pessoas.
Médico de família, Goulão foi condecorado pelo presidente da República, mas afirma que não tem problemas em arregaçar as mangas e ir para o trabalho de campo. Aos 55 anos, é candidato a presidência do Observatório Europeu da Droga mas continua a se considerar um operário.
Em entrevista ao Comunidade Segura, Goulão fala sobre o funcionamento e a estrutura da instituição que chefia, um exemplo de sucesso mundial. Para ele, o consumo de drogas está ligado à auto-estima. “Se conseguirmos restituir a dignidade do dependente, estaremos em condições de pedir alguma contrapartida. Chegar junto de dependentes escravos do seu vício e fazer exigências é um contrassenso”, opina.
Portugal é uma referência mundial em termos de descriminalização de drogas. Quais são os objetivos dessa política?
As vantagens desta medida eram, por um lado, diminuir o receio dos consumidores de se aproximarem do sistema de tratamento, por medo de serem entregues à polícia e, por outro lado, harmonizar a lei com as práticas. Os profissionais que desenvolviam medidas de redução de danos faziam trocas de seringas e isto num quadro de criminalização era complicado porque o funcionário público, que teria a obrigação de denunciar um crime do qual tinha conhecimento não o fazia e, ainda por cima, fornecia ao criminoso o instrumento para ele continuar a praticar o crime.
Por que a opção de estender a lei de descriminalização a todas as drogas?
Cada vez menos, e do ponto de vista científico já nessa época, se faz distinção entre drogas leves e drogas pesadas. Existem drogas com diferentes níveis de periculosidade, mas essas diferenças estão diminuindo. Foram introduzidas alterações genéticas, manipulações nas plantas, que em alguns casos multiplicaram por 15 ou 20 o teor da substância ativa e os efeitos psicogênicos que essas substâncias provocam.
Por isso, é uma distinção que faz pouco sentido. Já vi muitas dependências pesadas de drogas ditas leves e já vi consumos razoavelmente leves de drogas ditas pesadas. A questão tem muito mais a ver com a relação que o indivíduo estabelece com a substância do que com a substância em si. Por isso, a opção foi tomar a mesma posição em relação a todas as substâncias.
Os resultados mostram que a evolução tem sido positiva...
O mecanismo que foi criado foi o de dissuasão, mas eu não gosto de ser demagogo em relação aos efeitos da descriminalização. Considero que foi bom ter descriminalizado porque tornou as coisas muito mais harmônicas, permitindo que os dependentes se aproximassem de nós sem serem denunciados.
Contudo, atribuo a evolução positiva que o o consumo de drogas tem tido em Portugal ao investimento que foi feito no tratamento, prevenção, redução de danos e inserção, que foram facilitados com a descriminalização. Há outras sociedades européias que, mesmo não tendo descriminalizado, tiveram uma evolução no mesmo sentido.
Como se organizam e funcionam os serviços fornecidos pelo IDT?
É feita uma abordagem integrada do ponto vista psicológico mas também social, com equipes multidisciplinares, constituídas por psiquiatras ou médicos de clínica geral com treino específico nesta área, psicólogos e técnicos de serviço social.
O IDT tem cerca de 1.600 profissionais espalhados pelo país. Em Lisboa estão sediados os serviços centrais de planejamento e administração geral, formação e relações internacionais, a linha de apoio e ajuda pela linha telefônica “Vida”, a revista científica Toxicodependências e o Centro de Documentação.
Temos cinco delegações regionais onde cada uma gerencia as unidades funcionais, divididas por territórios. É uma administração bastante descentralizada. O serviço do IDT - que é parte do Ministério da Saúde - dedica-se sobretudo à redução da procura – prevenção, tratamento, redução e minimização de danos, reinserção social e dissuasão.
Qual é a infraestrutura que o Sistema Nacional de Saúde dispõe para responder às demandas da política de drogas em Portugal?
Nós temos um dispositivo de tratamento com uma cobertura nacional constituído por vários tipos de unidades funcionais. Os primeiros são os Centros de Respostas Integradas (CRI): São 23 no total espalhados pelo país, cerca de 60 locais de atendimento em ambulatórios com tratamentos gratuitos e universais.
Possuímos também unidades hospitalares para internações de curta duração - cerca de dez a 15 dias -, onde se promove a desintoxicação, se ajuda a ultrapassar a chamada “ressaca”. Existem também três unidades gratuitas de internação de longa duração, onde as pessoas permanecem em média um ano.
Além destas, temos uma rede de cerca de 60 unidades terapêuticas privadas administradas por ONGs, onde cobrimos 80% do custo do tratamento. Os 20% remanescentes ficam a cargo do paciente, da sua família ou, no caso de haver incapacidade de arcar com essas despesas, a cargo do seguro social.
O quarto tipo de unidades que temos são três unidades de alcóolicos no norte, centro e sul - Porto, Coimbra e Lisboa – integradas ao IDT em 2006, quando o instituto assumiu certas competências na área do alcoolismo
Em relação às campanhas de prevenção, como o IDT as promove?
Desenvolvemos um trabalho de prevenção muito intenso mas cada vez menos optamos por campanhas de grande visibilidade, uma vez que a evidência científica aponta para uma baixa eficácia em função do custo. Optamos por estratégias de intervenção seletiva dirigida a grupos muito bem determinados, com projetos de pequena dimensão e com uma intervenção intensiva e continuada, estreitamente avaliada e monitorada.
Os grupos que elegemos como prioritários para práticas de prevenção são jovens e crianças em risco, familiares de pessoas com dependência química, jovens em situação de abandono escolar e ambientes de diversão noturna. A intervenção é desenvolvida pelas nossas próprias equipes ou por entidades não governamentais e planos e profissionais da área de Prevenção, Segurança e Saúde.
E como esses setores foram selecionados?
Nós temos um programa, o chamado Plano Nacional de Respostas Integradas, em que num primeiro momento foi feito um diagnóstico de todo o território nacional tão específico quanto possível.
Cada um dos Centros de Respostas Integradas desenvolveu o seu diagnóstico, incluindo a participação de todas as entidades relevantes da região, como prefeituras, forças de segurança, escolas, seguridade social, e depois fizeram a identificação dos problemas e dos recursos existentes na comunidade para fazer direcioná-los.
Através deste programa, temos conseguido otimizar os recursos colocados à nossa disposição, sendo mais precisos naquilo que queremos que seja feito. Num país pequeno como Portugal, existem especificidades regionais que são completamente díspares – não podemos delinear grandes programas de intervenção de âmbito nacional porque os problemas na região de Lisboa não têm nada a ver com o interior do país, por exemplo.
O que são as chamadas comissões de dissuasão?
As comissões de dissuasão foram são órgãos decisórios compostos por três pessoas – um jurista, um psicólogo e um assistente social – suportadas por uma equipe técnica. Caso um cidadão seja interceptado em via pública consumindo ou portando substâncias ilícitas numa quantidade que não excede o necessário para o consumo pessoal de dez dias, é conduzido no prazo de 72 horas para a Comissão de Dissuasão da região, onde é feito um diagnóstico clínico para saber se é um dependente ou um consumidor recreativo.
Numa primeira detenção, não é aplicada penalidade. Se for um dependente químico, ele é convidado a ir para um centro de tratamento. Caso o indivíduo não aceite o tratamento e mais tarde for interceptado de novo, pode ser sujeito a penalidade.
Que tipo de penalidades?
Ele pode ser condenado a prestar trabalho comunitário, é proibido de frequentar determinados lugares noturnos, de ter licença de posse de arma, ou de receber benefícios do seguro social. Na maioria das vezes, eles aceitam fazer tratamento e iniciam um processo de recuperação.
Se for um utilizador ocasional ou recreativo, o indivíduo é encaminhado para um local onde possa discutir questões relacionadas com o seu desenvolvimento, sexualidade, relacionamento consigo mesmo e com os outros.
Por esta via têm sido encaminhadas para tratamento muitas pessoas que nem sequer admitiam o seu estado de dependência, principalmente consumidores de maconha, que representam a maioria das pessoas trazidas para as Comissões de Dissuasão. Hoje, os usuários de maconha em tratamento representam 10% do total dos nossos pacientes.
A opinião pública em Portugal em relação à dependência químicamudou muito. Como o senhor vê essa alteração? Foi uma vitória?
Sim. Foi uma medida tomada num momento em que a sociedade portuguesa já estava madura para que isso acontecesse, apesar de haver alguns políticos que diziam que Portugal iria ser um paraíso para o narcotráfico. Passados dez anos, podemos dizer que isso não aconteceu. Claro que começamos a ter dificuldades, mas fomos conseguindo consolidar as nossas equipes e dar resposta a todos. Por via das intervenções de rua conseguimos atingir quase toda a população, aproveitando para fazer uma triagem, fornecer cuidados médicos básicos e encaminhar para os locais de tratamento adequados.
O que o senhor pensa sobre a recente medida aplicada no Reino Unido de distribuição gratuita de heroína a dependentes?
Trata-se de fazer uso terapêutico de substâncias, administrar a dependentes de heroína a própria heroína de uma forma balizada. Na verdade, é uma extensão daquilo que nós fazemos com a metadona. A metadona tem vantagens porque é um opiáceo e, apesar de o usuário continuar dependente, não provoca efeitos psicotrópicos intensos e agudos. A administração de metadona é compatível com a vida ativa profissional, social e familiar do dependente. A aplicação deste tipo de programa com administração de heroína tem sido realizada com pessoas que fracassaram usando a metadona e tem um fortíssimo investimento social. Não a defendo para a nossa realidade como uma necessidade do momento.
O senhor acha que o modelo português poderia ser aplicado na América Latina?
Eu penso que sim, mas as soluções não podem ser exportadas diretamente. Acho que algumas das medidas que tomamos seriam inspiradoras, mas teriam que ser adaptadas às regiões onde fossem aplicadas.
Na minha opinião, as políticas de redução de danos têm sempre o pressuposto de serem criadoras de fraturas do ponto de vista ideológico. O Estado assume que mesmo que uma pessoa não queira, não possa ou não tenha condições para parar de consumir drogas, continua a ser merecedora de investimento.
Do meu ponto de vista, a postura do Estado português é a adequada, mas sem desarmar, sem nunca desistir de convidar as pessoas a parar de consumir. Além disso, há um pressuposto que muitas vezes não é cumprido: apelar para a força de vontade quando alguém está completamente desprovido da sua dignidade humana não faz sentido. Se nós conseguirmos restituir essa dignidade há um momento em que estaremos em condições de pedir alguma contrapartida. Chegar junto de dependentes escravos do seu vício e fazer exigências é um contrassenso.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Artes Plásticas Obras raras de Auguste Rodin chegam a São Paulo

A mostra que chega agora ao MASP reúne, além das belas esculturas do artista francês, também uma rara e praticamente desconhecida coleção fotográfica das obras de Rodin, feitas por importantes fotógrafos pioneiros sob a coordenação do escultor parisiense
Estreou esta semana no MASP, Museu de Arte de São Paulo, uma das mais importantes exposições do escultor francesas já realizadas no Brasil.
Isso tanto pela proporção da mostra apresentada, com quase 200 trabalhos de Rodin, quanto pela dificuldade destas obras saírem de sua residência oficial, o Museu Rodin parisiense.
Este é o caso de peças como "As Três Sombras" e "Monumento à Balzac" que saiu pela primeira vez em sua história dos jardins da instituição francesa.
"Rodin: Do Ateliê ao Museu - Fotografias e Esculturas", que chega agora na capital paulista apresente um recorte imperdível da obra de Auguste Rodin, pioneiro da escultura moderna.
Os trabalhos foram Realizados entre 1880 e 1910, período que marca o apogeu da criatividade do artista. Apesar de seu vigor e monumentalidade, as obras,como ressaltou a curadoria da exposição, são incrivelmente frágeis, daí a dificuldade de saírem de sua residência em Paris.
Hélène Pinet explica que, depois de encerrada a exposição em São Paulo, todas as esculturas deverão ser colocadas em um repouso que durará pelo menos 20 anos.
Falando das fotografias presentes na exposição Pinet esclarece que "é um conjunto precioso, que foi mostrado pela primeira vez em Paris, entre 2007 e 2008, e depois veio para essas duas etapas no Brasil", se referindo a anterior exibição que as obras tiveram recentemente em Belo Horizonte.
Para a exposição brasileira, juntamente com as fotografias, que eram o centro da mostra francesa, também foram deslocadas peças essenciais do acervo do artista que também são representadas nas imagens realizadas sob a coordenação do artista na época em que a fotografia dava ainda seus primeiros passos.
Ainda assim, o eixo principal da exposição são os registros fotográficos das esculturas. Realizados por fotógrafos célebres e desconhecidos, o registro fotográfico de suas peças foi uma das preocupações principais do escultor durante as três décadas em questão. Utilizado quase como um registro pictórico destas famosas esculturas.
A exposição começa com os primeiros registros fotográficos realizados sob a coordenação de Rodin com fins, no início, puramente publicitários, para facilitar a divulgação da obra do modernista. Já na segunda sala, que agrupa trabalhos da década de 1890, já se pode perceber uma modificação na relação de Rodin com as fotos de suas peças, com uma abordagem mais propriamente artística, com ângulo, enquadramentos e iluminação as mais expressivas possíveis. Foi a época em que trabalhou com ele fotógrafos como Jacques-Ernest Bulloz e Eugène Druet. Este último, o favorito de Rodin, a quem o artista "dirigia" em suas sessões fotográficas.
O que a exposição procura ressaltar é que cada vez mais a fotografia vai ganhando espaço e autonomia em relação às obras do francês, formando de fato, um recorte a parte em sua produção. Tanto que ao final da vida, Rodin havia coordenado minuciosamente, e arquivado, mais de sete mil imagens de suas esculturas.
Outro grupo de fotógrafos que merece destaque na exposição,são os pictorialistas ingleses, como Stephen Haweis e Henry Coles, na época, considerados amadores. Eles, no entanto, foram capazes de criar obras sem igual, tanto nas dependências do ateliê de Rodin, quanto em seus majestosos jardins.
A parte mais importante da mostra fica na última sala. As obras realizadas pelo fotógrafo Edward Steichen, mais importante colaborador de Rodin. Autor de inúmeras imagens que entraram já para a história da fotografia, particularmente sua série de 1908, retratando a escultura em homenagem à Balzac, na época, em fase de execução.
O parisiense Auguste Rodin, nascido em 1840, viria a tornar-se um dos mais representativos nomes da escultura no século XX além de um dos grandes pioneiros do movimento de renovação das técnicas escultóricas que abriria caminho para a escultura moderna.
Iniciando sua vida como talhador em um fabricante de enfeites domésticos, em 1863, Rodin ingressou em uma empresa de peças escultóricas para arquitetura que teve bastante influência sobre sua decisão de dedicar-se à escultura.
Tendo sempre que manter o emprego para se sustentar, Rodin expôs uma escultura sua pela primeira vez apenas no Salão de 1877. Era um grandioso nu masculino intitulado “A Idade do Bronze”. Peça inovadora que suscitou tanto elogios quanto duras críticas pela vigorosa naturalidade da peça. Uma delas foi a hoje cômica acusação, de que Rodin teria fundido um pedaço da "vida" ao metal. Crítica que só pode ser entendida se levado em consideração os cânones estéticos então em vigor, que previa a idealização e distanciamento clássico nas obras de artes plásticas. Crítica similar à que recebeu Manet por suas obras "Olympia", ou "Almoço na Relva". A "vulgaridade" de suas representações.
Mas foram também muitos os seus admiradores, que provavelmente viam uma virtude onde seus críticos consideravam um vício. Desde então Rodin passou a ter sua atividade patrocinada e sustentada por um de seus primeiros entusiastas, o subsecretário das Belas-Artes francesas, Turquet. Posteriormente, esta obra, bem como seu São João foram incorporadas à decoração dos Jardins de Luxemburgo, em Paris.
Na década de 1880, com seu nome já assentado, Rodin recebeu do governo francês um grande ateliê, onde o escultor trabalharia durante toda a vida. Trabalhando sempre a partir de encomendas, Rodin se dedicaria, durante os quase vinte anos seguintes, à execução de uma destas encomendas. A Porta do Inferno, inspirada no romance de Dante. A escultura, composta por quase duzentas peças acabaria permanentemente inacabada. Mas diversos componentes dela acabaram famosas como obras-primas independentes, como foi o caso do conjunto Adão e Eva, de O Pensador, A Bela Heaulmière, e o grupo Os Burgueses de Calais. Todas situadas entre suas criações mais importantes.
Outras obras igualmente inovadoras e expressivas do estilo do escultor, foram os monumentos em homenagem a Victor Hugo e a Balzac. Além destas, o escultor também é conhecido pelos mármores O Beijo, Danaê, A Banhista, Pigmalião e Galatea, Ugolino, e A Mão de Deus.
Os acervos mais importantes de sua obra encontram-se no Museu Rodin, em Paris e no Metropolitan Museum, em Nova Iorque. Sendo que peças também expressivas de sua produção também podem ser encontradas em coleções menores de museus por todo o mundo.
Rodin foi uma figura central na consolidação de estilos escultóricos modernos já na virada do século. Com um trabalho considerado afim ao que realizavam os impressionistas na pintura, Rodin valorizou em suas peças, acima de tudo, a leveza, a expressividade e a naturalidade dos gestos. Como se suas figuras houvessem sido flagradas em meio a um gesto corriqueiro, uma posição de dança, um espreguiçamento, um abraço ou um pensamento. Rodin tornou-se um dos mestres justamente por privilegiar não a técnica em si - da qual ele dominava com virtuosismo - mas a expressão de suas imagens, a carga emotiva e poética que ela era capaz de transmitir. Essa é a qualidade que se desprende de seus melhores trabalhos e que o público poderá testemunha nesta grande mostra paulista em cartaz agora no MASP.
Em nossa Campina Grande continuamos carentes de espaços destinados a produção e exposição de obras artístico-culturais, a exemplo do teatro que não sabemos se realmente está sendo reformado ou somente fechado pela “virtuosa” Prefeitura municipal. Continuaremos somando energias para que a UEPB possa usar o novo museu de arte Assis Chateaubriand ,que está sendo construído no bairro do Catolé, para ali instalar a ESCOLA DE BELAS ARTES na nossa Universidade Pública Estadual; Seria mais uma iniciativa pioneira da UEPB e de Campina... Essa idéia nasceu da necessidade dos artistas da região e da carência de uma Escola de Belas artes, visto que a mais próxima é em Salvador-BA
Divulgação:
"Rodin: Do Ateliê ao Museu"
MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista, 1.578.
Aberta das 11h às 18h.
Às quintas-feiras, até as 20h
Até dia 13 de dezembro
Entrada: R$ 15,00
Às terças-feiras a entrada é franca.
Fone. (11) 3251- 5644.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Dieese mostra que economia suporta jornada de trabalho menor

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou estudo com 17 argumentos a favor da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais
Entre os principais pontos de um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, está a constatação de que a jornada de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo. O estudo também aponta que, no Brasil, além da extensa jornada, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras.
Isso, segundo o Dieese, torna a taxa de realização de horas extras no País uma das mais altas no mundo.
Além de ter capacidade de reduzir a jornada de trabalho sem queda no faturamento das empresas, o estudo revela que a economia pode gerar novos postos de trabalho, já que o país registrou crescimento econômico nos últimos cinco anos e tem perspectivas positivas para o futuro.
"O tempo de trabalho total, além de extenso, está cada vez mais intenso, em função de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas pelas empresas, como a polivalência, o just in time, as metas e a redução das pausas", diz o trabalho do Dieese.
Segundo o departamento, a atual jornada de trabalho de 44 horas semanais está provocando o aumento dos índices de faltas e o aparecimento de um número maior de pessoas doentes por estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesões por esforços repetitivos.
Além disso, segundo o estudo, não haveria aumento significativo de custos para as empresas. "Uma redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%", defende o texto.
Na comissão geral realizada ontem, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, afirmou que a decisão sobre redução da jornada de trabalho é eminentemente política.
"O Brasil está preparado para conduzir uma redução da jornada de trabalho que elevará a qualidade de vida do seu povo e garantirá produtividade às empresas", defendeu Clemente.
Ele destacou que o crescimento da produtividade da indústria nos últimos 20 anos é de quase de 85% e que o Brasiltem um custo/hora/trabalho em dólar de 5,94%, um dos mais baixos do mundo. A mudança na legislação está prevista na proposta de emenda à Constituição debatida na Câmara. (Com Diap/Agência Informes)
A produtividade do trabalho e o enorme lucro subsidiado nas maiores empresas, tornam a jornada de trabalho um verdadeiro “trabalho voluntário” em prol do grande capital; Para que tenhamos tempo de ler, caminhar, pensar, precisamos diminuir a jornada de trabalho periodicamente. 35 horas semanais sem reduzir salários, por uma vida menos explorada já!
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